Não imaginava que ficar pendurada por uma corda de cabeça para baixo com os olhos fechados e ao som de uma música fosse tão relaxante mas foi! Que bom...
A Primeira Nobre Verdade é que há sofrimento. A doença é sofrimento, o nascer é sofrimento, a velhice é sofrimento, a morte é sofrimento, a dor e o desespero são sofrimentos, o contato com o desagradável é sofrimento, o desejo insatisfeito é sofrimento, os cinco agregados da mente e do corpo que produzem os desejos são sofrimentos.
A Segunda Nobre Verdade é que o sofrimento se origina nos desejos que causa o renascimento e estão acompanhados pelo prazer sensual, buscando a satisfação neste plano físico e além, ou seja, a ânsia de prazeres, a ânsia de nascer de novo, a ânsia de ser aniquilado.
A Terceira Nobre Verdade é que a extinção do sofrimento é a verdadeira ausência de paixão, a destruição completa dessa ânsia de prazeres, dessa ânsia de nascer e dessa ânsia de ser aniquilado. O não mais albergar essa ânsia provoca a extinção do sofrimento.
A Quarta Nobre Verdade é o caminho que conduz à extinção e supressão da dor, é a via que leva à eliminação de Mara e à contemplação da Verdade Última do Ser e, portanto, à Suprema Felicidade sem Limites.
Estive bem pertinho de um bufo, não era uma espécie portuguesa e apesar de solto na altura estava em cativeiro. Fiquei maravilhada com a sua plumagem, muito bonito.
Fui à procura das nossas espécies e um delas é o bufo real que por sinal é também muito bonita!
Quase nos 36 e a atravessar mais uma fase turbulenta. Estou mais sozinha do que nunca, longe dos meus amigos. Bom, fui eu que decidi que tinha que ser assim, a amizade é importante mas a cabeça ainda mais e sendo assim optei pela minha cabeça. Mas a minha cabeça continua a não me dar descanso. Dizia-me no outro dia uma pessoa que eu devia tomar ansiolíticos para ver se me descontraía mais, não quero tomar nada, tenho que ir é fazer alguma coisa que me relaxe. Em Setembro vou pensar nisso. Têm sido muito difíceis estes últimos tempos, talvez por estar a ver as coisas mais nuas e cruas, a tal realidade que não posso deixar de ver pois é nela que tenho que viver.
Não quero criar expectativas em relação a nada nem a ninguém, não quero fazer planos nenhuns, vou vivendo o dia-a-dia, um dia melhor, outro pior. Não tenho tido muita paciência para lidar com outras pessoas, prefiro trabalhar sozinha. Vou de férias e levo um livro para me rir, A Fada do Lar, recomendado pela minha irmã. Vou comemorar os meus 36 anos num almoço com a minha família, o núcleo duro. Há quanto tempo não tenho eu no meu aniversário os meus pais e a minha irmã??? E vou ter um jantar com alguns amigos, estou com vontade de desbundar para comemorar ter chegado até aqui, com alguma insanidade mas estou cá! MAgali
Eram quase nove da noite, o céu estava quase limpo. Sentados na linha de costa ficámos de olhos postos no horizonte e eis que surge uma pontinha de laranja que foi subindo lentamente até se ver por completo, uma bola laranja, uma enorme Lua cheia. Que lindo! Ficámos ali durante algum tempo a observar a subida da Lua, deu para fechar os olhos e sentir o mar a bater na costa. Humm... que bom...
O que eu gostava de ir ao Meco amanhã!!! Mas não tenho bilhete. Era uma noite em grande para mim, the Gift, Rodrigo leão, Arcade Fire e Portishead! Hesitei tanto que quando me decidi já estava esgotado. Agora o dinheiro não é muito e tenho mesmo que pensar nas prioridades. Acho que isso também me faz bem! É mais uma aprendizagem, aprender a viver com consideravelmente menos dinheiro. A proxima vez que os postishead vierem a Portugal, estou lá!!!
Fiquei comovida quando um dia destes uma amiga da escola que me conhece há muitos anos me disse, "fazes-me lembrar a tua avó!". E eu perguntei qual? E ela respondeu "a paterna". Confesso que vieram umas lagriminhas... nunca me tinham dito isso. Tenho imensas saudades das minhas avós e do meu avô, não há nada como os seus miminhos e a sabedoria que eles trasmitem, as histórias que contam, de como se vivia na sua altura, de como conheceram os meus avós, as suas peripécias, as traquinices, do mais marcante ao longo das suas vidas. Ai que saudades...
Nesses momentos em que a saudade aperta era bom poder voltar atrás e tê-los por aqui.
E umas coisas levam a outras e quanto mais penso que estás quase a chegar mais saudades tenho!!!