Acredito na vida para além da morte. Acredito na reencarnação. Acredito que estamos cá por um propósito, para aprender alguma coisa, para evoluirmos ou não, conforme sejamos bem ou mal sucedidos nesta nossa missão. Não vale a pena tentar forçar as coisas, quando isso acontece pode até dar mau resultado do ponto de vista pessoal. O caminho até pode ser esse mas podemos ainda não estar preparados para o fazer. Se tiver e quando tiver que acontecer acontece...
Um dia destes vi a lua através de um telescópio. Agora compreendo mais os astrónomos, era capaz de ficar ali umas horas a observar os seus contornos, as crateras e as suas montanhas. E depois de a conhecer bem olhava todos os dias mais umas horas para ver se havia alguma mudança, tal cientista. E quem diz a lua diz outros astros, cometas, planetas, satélites mas a lua é de facto muito bonita. É branca na sua maioria e imperfeita.
Desde há algum tempo que sinto necessidade de viver em condições difíceis. É estranho estar a dizer isto mas é o que sinto. Gostava de temporariamente me "despir da minha vida" e ir numa espécie de retiro em que ao mesmo tempo ajudava o próximo. Era uma experiência pessoal que gostava de viver. Mas estas decisões são muito complexas e não têm a ver só comigo, por isso por enquanto vou ficando com essa vontade em "stand by" e vou vivendo outras coisas.´
Ultimamente chamam-me professora ou "setôra", esta semana fiz umas equações, não fazia isso há anos. Tenho alunos mais fáceis e outros nem por isso, uns são muito atinadinhos quase nem se dá por eles mas há os que constantemente tenho que mandar calar, depois dizem-me: - "Ó" professora não seja mazinha! Tenho um aluno que é o mais complicado para se concentrar tudo lhe serve de motivo para não olhar para o caderno e para os livros. E tenho uma aluna pequenina de seis anos que um dia destes quando olhei para ela estava a chorar. Perguntei-lhe o que tinha e respondeu-me quero o meu pai... Enfim por enquanto é o que faço e tem sido bom, estou a gostar do contacto com os mais novos, amanhã pode ser outra coisa qualquer. Não faço ideia...
Deitem-se no chão, num sitio confortável de barriga para cima, palmas das mãos para cima e ouçam a música que vos deixo ou outra da qual gostem mais.
Relaxem e imaginem-se a caminhar por sítios que gostem e que vos façam sentir bem, pelo vosso corpo, por paisagens, pelo universo, na pele de um animal, o que vos dê prazer. Façam isto com tempo e sem pressa para ir a algum lado. O tempo que conseguirem ficar concentrados e quiserem.
Não imaginava que ficar pendurada por uma corda de cabeça para baixo com os olhos fechados e ao som de uma música fosse tão relaxante mas foi! Que bom...
A Primeira Nobre Verdade é que há sofrimento. A doença é sofrimento, o nascer é sofrimento, a velhice é sofrimento, a morte é sofrimento, a dor e o desespero são sofrimentos, o contato com o desagradável é sofrimento, o desejo insatisfeito é sofrimento, os cinco agregados da mente e do corpo que produzem os desejos são sofrimentos.
A Segunda Nobre Verdade é que o sofrimento se origina nos desejos que causa o renascimento e estão acompanhados pelo prazer sensual, buscando a satisfação neste plano físico e além, ou seja, a ânsia de prazeres, a ânsia de nascer de novo, a ânsia de ser aniquilado.
A Terceira Nobre Verdade é que a extinção do sofrimento é a verdadeira ausência de paixão, a destruição completa dessa ânsia de prazeres, dessa ânsia de nascer e dessa ânsia de ser aniquilado. O não mais albergar essa ânsia provoca a extinção do sofrimento.
A Quarta Nobre Verdade é o caminho que conduz à extinção e supressão da dor, é a via que leva à eliminação de Mara e à contemplação da Verdade Última do Ser e, portanto, à Suprema Felicidade sem Limites.
Estive bem pertinho de um bufo, não era uma espécie portuguesa e apesar de solto na altura estava em cativeiro. Fiquei maravilhada com a sua plumagem, muito bonito.
Fui à procura das nossas espécies e um delas é o bufo real que por sinal é também muito bonita!
Quase nos 36 e a atravessar mais uma fase turbulenta. Estou mais sozinha do que nunca, longe dos meus amigos. Bom, fui eu que decidi que tinha que ser assim, a amizade é importante mas a cabeça ainda mais e sendo assim optei pela minha cabeça. Mas a minha cabeça continua a não me dar descanso. Dizia-me no outro dia uma pessoa que eu devia tomar ansiolíticos para ver se me descontraía mais, não quero tomar nada, tenho que ir é fazer alguma coisa que me relaxe. Em Setembro vou pensar nisso. Têm sido muito difíceis estes últimos tempos, talvez por estar a ver as coisas mais nuas e cruas, a tal realidade que não posso deixar de ver pois é nela que tenho que viver.
Não quero criar expectativas em relação a nada nem a ninguém, não quero fazer planos nenhuns, vou vivendo o dia-a-dia, um dia melhor, outro pior. Não tenho tido muita paciência para lidar com outras pessoas, prefiro trabalhar sozinha. Vou de férias e levo um livro para me rir, A Fada do Lar, recomendado pela minha irmã. Vou comemorar os meus 36 anos num almoço com a minha família, o núcleo duro. Há quanto tempo não tenho eu no meu aniversário os meus pais e a minha irmã??? E vou ter um jantar com alguns amigos, estou com vontade de desbundar para comemorar ter chegado até aqui, com alguma insanidade mas estou cá! MAgali