A Cólera é uma infecção intestinal aguda provocada por uma bactéria, transmitida através da ingestão de água ou de alimentos contaminados. Esta doença surge sobretudo nas regiões mais pobres do mundo, onde não existe acesso a água potável. Todas as pessoas podem ser contamindas mas as mulheres, as crianças e idosos são os grupos de risco.
Actualmente existe uma epidemia de cólera no Zimbabué que teve inicio em Agosto, e segundo a ONU já matou cerca de 775 pessoas e fez mais de 16 mil doentes. A situação é grave e já foi declarado o estado de emergência no país. A cólera já alastrou ao Botswana e África do Sul onde os doentes procuram tratamento, uma vez que os serviços de saúde no Zimbabué funcionam de forma bastante deficitária. Para agravar a situação as autoridades decidiram cortar o abastecimento público de água à capital e as escolas encerraram, muitas crianças deixaram de ter acesso à sua única refeição. Como medidas de combate à epidemia a UNICEF está no terreno a distribuir água potável às populações, vai vacinar 1,5 milhões de crianças e fornecer medicamentos a 70% da população para evitar que a situação ainda se agrave mais. O ex-presidente, Robert Mugabe já veio dizer que a situação está controlada mas segundo as organizações humanitárias isso não é verdade.
A somar à epidemia de cólera, o país está mergulhado num ambiente caótico em termos políticos. O ex-presidente Mugabe ainda não aceitou a decisão de ter perdido as eleições. Sendo assim podemos questionar-nos sobre até que ponto é que o actual governo (!?) não tem contribuído para o agravamento da situação da epidemia? Enquanto se discute quem ou não é o poder, existem milhares de pessoas sem acesso a água, alimentação e saúde, essencial a todos os seres humanos.
A ergonomia é uma disciplina que se ocupa da optimização das condições de trabalho visando de forma integrada a saúde e o bem estar do trabalhador e o aumento de produtividade (FMH). Quando o trabalho é executado sem as condições ideais ou quando o trabalhador não está informado sobre a melhor forma de o executar existem riscos para a sua saúde. As lesões muscolo-esqulécticas são lesões que decorrem do trabalho repetitivo ou de um trabalho mal executado. É necessário prevenir estas lesões e para isso há que olhar para o trabalho executado e para a forma como ele é efectuado "in loco". É muito importante verificar isso no terreno pois na maioria das vezes o que acontece na prática é diferente da teoria e sem uma avaliação correcta dos riscos não é feita uma prevenção adequada. Este trabalho não é de todo fácil, uma das medidas para minimizar o risco de lesões muscolo-esqueléticas é a rotação no trabalho, podem imaginar que não é fácil dizer a um trabalhador que desempenha uma determinada tarefa à vários anos que vai ter que desempenhar outra tarefa. Este trabalho tem que ser feito com a colaboração dos trabalhadores por isso é importante explicar ao trabalhador os porquês dessas mudanças de uma forma clara e concisa. Se o trabalho fôr executado da forma correcta evitam-se as lesões e a produtividade também aumenta. Portanto, todos (entidade empregadora e trabalhador) devem estar interessados e colaborar nesta questão da ergonomia. Todas as tarefas tem riscos associados e por isso há que minimizá-los.
O video que vos deixo é exactamente sobre essa questão. Espero que vos tenha alertado para a vossa postura diária, não só no trabalho mas em qualquer outro lado.
Inaugurei hoje a época natalícia, hoje fiz a minha árvore de Natal!
É tradição que tenho de continuar mas o Natal para mim já não é o que era! Antigamente quando estava na casa dos meus pais sentia o Natal de outra forma, tinha a minha mana e era sempre uma festa quando nos juntávamos para decorar a árvore, eu a minha mãe e a minha mana. O meu pai deixava para nós essa tarefa que nós tanto gostávamos de executar. Pôr as luzes, as bolas, as fitinhas, na mais perfeita combinação. Antes de existirem as árvores artificiais íamos a uma mata buscar um pinheiro, coisa que hoje em dia é proibido e acho muito bem! Nessa altura escolhíamos o pinheiro que nos parecia mais bonito, agora são todos muito iguais uns aos outros. Quando chegávamos da mata colocávamos o pinheiro num balde que decorávamos com o papel mais bonito. Depois as prendas iam aparecendo debaixo da árvore e eram sempre mais que muitas! O Natal era sempre recheado de fritos, as filhoses do meu avô que nunca mais comi, este ano pela primeira vez estou a pensar fazê-las, as broas de anis que tentamos sempre fazer mas que não há nenhumas como as feitas pela minha avó I., as velhoses, as azevias da minha avó A. O Natal era passado a véspera com os meus pais e no dia costumávamos ir muitas vezes a casa da avó e do avô em V.F.X. comer as comidas saborosas da avó, a sopa de camarão, os rissóis, aquele arrozinho tão bom, o perú recheado, uma delícia. Era uma grande festa! Também houve anos em que o Natal foi passado no norte com avó A. que fazia sempre o presépio, este ano tenho vontade de fazer um. Nesta altura do ano não consigo deixar de pensar nos meus avós e avô e sentir a falta que tanto me fazem. Lembro-me como se fosse hoje e já foi há algum tempo da última vez que passei o Natal com as minhas avós no Alentejo. Já eram muito velhinhas mas foi tão bom poder ter a sua presença, ver a alegria no olhar de cada uma delas de estarem perto de nós, sentir os seus miminhos especiais insubstituíveis... No meu coração vocês estão sempre presentes!!!
A vida é mesmo assim e este ano cá estou eu e a minha família para celebrar o Natal mas para mim mais tristemente... Talvez quando tiver filhos o natal venha a ter outro encanto!
O nemátodo do pinheiro foi detectado em Portugal em 1999. É um verme microcópico pertencente ao grupo das lombrigas e é transmitido através de um insecto vector, o longicórnio do pinheiro. Ataca especialmente os pinheiros e todas as árvores resinosas. A principal causa para o aparecimento deste verme são as monoculturas de pinheiro e o desordenamento florestal, que propiciam a sua propagação. Os principais meios de combate a esta doença são a sua detecção, abate das árvores infectadas e limpeza do que sobra desse abate. Aliado a estas medidas é também necessário proceder ao combate do insecto que faz com que a doença se propague, isso é feito através de armadilhas. Esta doença tem vindo a aumentar em Portugal e neste momento dizem alguns especialistas que será impossível erradicar o nemátodo. Em termos de legislação a remoção das árvores infectadas compete aos proprietários e existem apoios para o fazer. A região afectada pelo nemátodo começou por ser a região de Setúbal mas actualmente a região mais afectada é a região centro. Dizem os especialistas que hoje a doença já afecta 100 mil hectares de floresta! Tem havido muitas criticas à forma como este problema tem sido encarado e conduzido, a situação é actualmente bastante grave e um dos maiores problemas é a falta de fiscalização ao que acontece às árvores abatidas e às sobras desse corte, pois os riscos de contaminação só acabam quando as àrvores são queimadas.
Esperemos que esta questão do nemátodo seja resolvida o mais rápidamente possível!!
Segundo um estudo da WWF (WorldWildlifeFund) o atum (Thunnusthynnus), encontra-se ameaçado de extinção. Este facto deve-se ao facto das quotas de pesca de atum serem ultrapassadas e existirem barcos que o pescam ilegalmente. O aumento da procura do atum por parte das populações também contribui para o agravamento dos níveis de atum nos oceanos. O estudo refere ainda que as quotas anuais para a pesca de atum são ultrapassadas em treze mil toneladas. O atum vermelho ou de barbatana azul (Thunnusthynnus), conhecido como rabilho em Portugal, encontra-se na lista vermelha dos peixes em risco de extinção. Com vista à resolução deste problema, 46 países vão participar na XVI reunião da ICCAT (Comissão internacional para a conservação dos Atuns do Atlântico) para tentar encontrar soluções para a recuperação da espécie no Oceano Atlântico Este e Mediterrâneo. Em Barcelona, Espanha, houve uma conferência sobre biodiversidade, onde 80 países aprovaram medidas para tentar travar o desaparecimento do atum, nomeadamente criar um santuário no Mediterrâneo e aumentar o período em que é proibida a pesca do atum. Esta semana, como medida de protesto, activistas da Greenpeace colocaram 5 toneladas de cabeças de atum à porta do Ministério de França para sensibilizar a União Europeia para este problema. A Greenpeace defende que a solução para este problema, passa pela suspensão da pesca do atum durante um período para que a espécie possa recuperar para níveis sustentáveis. Esta até pode ser uma medida mais eficaz mas levanta outros problemas, o que iriam fazer os pescadores que se dedicam a essa pesca durante esse período? Nós também podemos fazer a nossa parte, assim estaremos a contribuir para que a espécie não desapareça! Comam menos atum!
No Alentejo, na região de Borba, um dos principais sectores da indústria são os mármores. Da extracção de mármores resultam vários desperdicios que até agora não tinham local de deposição. Foi inaugurado em Borba e estão previstos mais dois locais para deposição de resíduos e sub produtos da exploração de mármores. Estes produtos vão mais tarde ser reaproveitados e aplicados para outros fins como é o caso de arranjo e modelação de terrenos. Vão ser efectuados estudos no sentido de encontar outras possíveis aplicações. Paralelamente a estes locais de deposição, vai ser construída uma central de britagem onde os desperdicios vão ser transfomados em materiais inertes, para depois serem utilizados na construção cívil. Este é mais um passo na reutilização das matérias primas que irá permitir não só poupar dinheiro como o ambiente!
Esta semana vinha num jornal diário, a notícia de um casal nos EUA que como não podia ter filhos, resolveu em conjunto com a mãe dela proceder ao chamado método da "barriga de aluguer". Este consiste em arranjar uma mãe de substituição que dá o útero onde o embrião se irá desenvolver. A mãe é sujeita a tratamentos para estimular a produção de óvulos que depois são retirados e inseminados com o espermatezoide do pai. Existem muitos casais que porque a mulher tem problemas não conseguem concretizar o sonho de ter um filho e recorrem a este método. Em portugal isso não é possível porque diz a lei "que a mulher que suporta a gravidez de um bébé é considerada como a mãe da criança". Nos Estados Unidos isso é permitido e é legal e existem diversas clínicas que se dedicam a encontrar "barrigas de aluguer" para os casais que a ela recorrem. Para todos os efeitos é a mãe de substituição que sente dentro de si todo o processo de crescimento de um embrião e é sabido que durante a gravidez existem diveras trocas entre o embrião e a mãe. Assim deve ser muito complicado para a mãe de substituição não ter uma forte ligação ao bébé e como se sentirá a mãe e o pai? Esta aparente solução pode trazer muitos outros problemas dificeis de gerir emocionalmente! Como em tudo existem sempre os prós e os contras resta saber qual deles ganha nesta batalha?
O amor é o tudo, é o nada! A energia almejada e doada, Emoção peculiar, a cada um singular! É o leme, o existencial... A paz, o silêncio, a luta, a glória, Como sempre... É a própria vitória! É o viver...O morrer...O transcender! Não é ou presente, ou passado, ou futuro, Ou algo que procuro... Sentimento, emoção que aflora... No aqui, no agora do eternamente. O amor é... Como sempre... No tudo, no nada... O Eterno!
Creio que foi o sorriso, o sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso. Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Nem sempre é fácil olhar para a vida de uma forma positiva. O mundo está em crise, o país está em crise, as portas que há algum tempo estavam abertas neste momento estão fechadas, o tempo das facilidades acabou! A minha geração está com sérias dificuldades em descobrir o seu lugar ao sol. Na altura pensávamos que tirar um curso nos dava garantias de um emprego mas o facto de tirar um curso não nos trouxe assim tantas prespectivas, não digo que não seja importante tirar um curso mas na maioria dos casos é um engano. É uma forma de manter as pessoas ocupadas e assim não entrar logo no mercado de trabalho que se encontra saturado em quase todas as áreas. Os cursos continuam a estar desfazados da realidade nacional. Existem n licenciados em diversas áreas mas não existe mercado para os absorver. E então o que se vê são licenciados a trabalhar em coisas onde não se justifica ter uma licenciatura. Há quem vá tirar mestrados e doutoramentos, para quê? Ou as pessoas já trabalham na área ou então ainda é mais díficil de arranjar emprego. E a experiência na área de formação, como é que se adquire experiência no meio disto tudo? E como é que é possível estas pessoas organizarem as suas vidas e constituirem uma família?
Temos que pensar que melhores dias virão, a questão é que na minha geração vamos estando mais velhos de idade. Apesar da idade ir avançando não significa que tenhamos menos capacidades de aprendizagem e de trabalho. Quando se vê os anúncios de emprego um dos requesitos é idade até aos 35 anos, mas até isso tem de mudar porque hoje em dia já nada é garantido e se hoje estamos a trabalhar num sítio, amanhã podemos estar noutro local qualquer. Tem que haver oporunidades para as pessoas com idade superior a 35 anos. O mercado tem de se adaptar a esta nova realidade!
Não sei como vais se no futuro mas temos que continuar a acreditar e a lutar!!
Os sobreiros são umas das nossas maiores riquezas naturais em termos económicos, pois destes extrai-se a cortiça que tem diversas aplicações, além das rolhas para engarrafar o vinho, é utilizada na construção civil devido às suas capacidades isoladoras de temperatura, ruído e vibrações, é aplicada commo revestimento nas casas soalhos, tectos e paredes. Actualmente é bastante utilizada na industria da moda e do calçado assim como em artigos decorativos. Portugal é um dos principais produtores de cortiça a nível mundial e por isso é do nosso interesse preservar e aumentar a nossa área de sobreiros. O sobreiro é uma árvore pouco exigente em termos climáticos e de solos, no nosso país a maior parte da população situa-se abaixo do Tejo.
Neste momento já é possível fazer-se a reciclagem das rolhas de cortiça, basta por isso juntá-las e entregar nos hipermercados continente, nos centros comerciais dolce vita ou nas sedes dos agrupamentos de escuteiros onde já existem rolhões. Esperemos que muito em breve essa recolha se faça noutos locais para se tornar mais acessível a todos nós. Mais uma boa iniciativa que esperemos que resulte!