Há dias em que o pensamento não flui, e tudo o que seria num dia normal banal, se torna numa verdadeira complicação. E tudo porquê... coisas que nada têm a ver com trabalho resolvem pairar na cabeça e não deixam que esteja com a devida atenção como é costume às coisas que realmente interessam. Pouca atenção, pouca paciência que resultam num dia desastroso!!! Devia haver um botão de "off" mas o que é certo é que tal coisa não existe e às vezes torna-se complicado gerir tanta coisa!
Esses dias irritam-me e deixam-me frágil...
Hoje foi um dia assim...
magali
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Como é óbvio hoje não podia deixar de vir aqui dizer - Viva o 25 de Abril!!!
Foi o 25 de Abril que nos trouxe a liberdade de poder expressar as nossas ideias. Isso vale muito!!!
magali
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Já não ia ao teatro há algum tempo e sabe sempre tão bem... haja alguma coisa que nos faça pensar!!!
Falo por mim... o dia-a-dia é tão acelerado, ando sempre a correr de um lado para o outro, quase não tenho tempo para pensar e reflectir sobre o que se passa à minha volta... é uma tristeza!!
Quando há tempo estou cansada e só quero é fazer coisas "estupidificantes" como estar em frente ao computador ou à TV, qualquer coisa serve desde que não puxe pela cabeça!!! Não pode ser... qualquer dia tenho os neurónios "perros", depois quando os quiser usar eles não reagem!!!
Podia ir ler um livrinho em vez de estar aqui...
magali
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A minha avó paterna era católica praticante e como tal vivia a Páscoa de uma forma mais intensa. Todos os anos por esta altura a minha avó estava no norte na "nossa" aldeia. Além da missa de domingo de Páscoa todas as pessoas da aldeia recebiam em sua casa a visita do padre e de dois diáconos que o acompanhavam, a chamada visita pascal. Nessa visita o padre transportava a cruz de Cristo, os diáconos a água benta para benzer a casa e o saco das esmolas para quem quisesse contribuir para a igreja. A minha avó preparava uma mesa com diversos bolos e vinhos para oferecer ao padre e aos dois diáconos. Tudo isto tinha como propósito receber Cristo. Cheguei a assistir algumas vezes a esta "cerimónia" e devo dizer que numa delas, eu e a minha mana nos escondemos porque era suposto beijar os pés de Cristo e como nós não tivémos uma educação católica para nós isso não fazia qualquer sentido e era melhor não estar presentes senão o padre ainda nos dava um sermão! Claro que a minha avó nos disse que não era necessário beijar a cruz e mesmo que beijássemos qual era o mal que isso tinha, não foi fácil para a minha avó aceitar isso apesar de nunca nos ter obrigado a fazer fosse o que fosse em relação à igreja católica. Se faziamos era porque queriamos, quantas e quantas vezes eu e a minha mana não fomos à missa e a procissões para fazer companhia a avó!!!
É nestas alturas em que as famílias se juntam que tenho ainda mais saudades das minhas avós!!!
Magali
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Poesia
Como hoje é dia mundial da poesia aqui deixo este...
"Quem foi que à tua pele conferiu esse papel,
de mais que a tua pele ser pele da minha pele"
David Mourão Ferreira
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Existem pessoas que de uma forma ou de outra marcam a vida de uma pessoa, é sobre uma delas que eu vou falar, chama-se D. H. e foi minha senhoria. Era uma senhora de sessenta e tal anos, católica que alugava quartos na casa onde residia. A casa era (e continua a ser) branquinha e com uma barra amarela, tipica alentejana! O meu quartinho ficava no segundo andar e tinha uma janela para a rua principal. Estive 4 anos a viver nessa casa com a D. H. e outras raparigas.
Como em todas as casas existiam algumas regras a cumprir, uma delas era ter de despejar um jarro de água na sanita em vez de puxar o autoclismo, a D. H. dizia que a água não tinha pressão suficiente para chegar ao segundo andar, claro que a razão não era essa mas sim poupar! O que acontecia era que quando a D. H. não estava todas nós descarregávamos o autoclismo.
No primeiro ano era hábito sair todas as noites e quando chegava a casa tardíssimo, já de madrugada tinha pela frente dois lanços de escadas, um primeiro que dava para o primeiro andar onde era o quarto da D. H. e um segundo lanço do primeiro para o segundo onde era o meu quarto. Ir até ao meu quarto sem acordar ninguém era uma aventura, mais a mais porque a D. H. levantava-se muito cedo!!
Era a D. H. quem se encarregava de limpar o meu quarto que ao longo do tempo foi tendo cada vez mais coisas. Um dia disse-me que o meu quarto parecia uma babilónia e eu achei melhor começar eu a limpar, até porque a curiosidade em mexer nas minhas coisas também era muita!
A ideia de poupança era de tal ordem que no lava-loiças da cozinha a torneira da água quente não funcionava e na da água fria corria um fiozinho de água, lavar a loiça era uma tarefa demorada...
A D. H. era uma senhora que tinha todas as doenças e mais alguma, quando nova tinha trabalhado numa farmácia, as duas coisas juntas tornavam-nos alvos fáceis quando estávamos doentes para que nos tentasse medicar. Nunca mais me esqueço de uma vez em que estava constipada e a D. H. me convenceu a pôr soro fisiológico nos ouvidos, eu nunca tinha ouvido falar de tal coisa! O mais engraçado era que quase todos os medicamentos estavam fora de validade, o que podia ser um verdadeiro perigo para quem os tomasse!!
Como já disse anteriormente a D. H. era católica e de vez em quando lá vinha alguém entregar a santa e distribuir uma revista religiosa. Além disso a D. H. gostava de ler aquelas cartas escritas na Maria do consultório para ela e para ele mas depois dizia- "Que parvoiçe!!"
Muitas coisa há para contar..., estas são só algumas das que me lembro assim de repente. Apesar de tudo... sei que gostava de mim, que se preocupava e confiava em mim para tomar conta da casa nas sua ausência.
O facto de ter vivido na casa da D. H. com pessoas diferentes de mim ensinou-me a ser mais tolerante com os outros, a saber viver em família sem ser na minha. Olhando para trás, foi mais uma experiência de vida!
Beijinhos
Magali
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" O período das nossas vidas em que mais aprendemos é aquele que nos é mais difícil. Podemos aprender muito com as dificuldades: podemos desevolver força interior, determinação e coragem para enfrentar os problemas. "
Dalai Lama
Este post é dedicado a uma pessoa muito especial para mim!! Muitos beijinhos I
Magali
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Emoções
Há tanto tempo que não escrevo que nem sei por onde começar!!!
Coisas boas....já sou Tia!!!
Este Post é dedicado à minha sobrinha!!! Nasceu no dia 1 de julho do ano passado e chama-se Mariana. É muito, muito, muito linda, também tem a quem sair, não é mana? Pela primeira vez mudei uma fralda e posso dizer... é uma experiência única! Por acaso pensei que fosse correr pior mas como a mariana era tão bébé lá me safei, se fosse agora.... Quando fôr mãe tenho tempo de sentir esses odores maravilhosos..., já estou a imaginar!!! Voltando à Mariana..., é uma bébé muito simpática e muito conversadora, não estranha nada o colinho de outras pessoas sem ser o da mamã e do papá. A primeira vez que lhe peguei tinha 1 dia e foi como se tivesse a pegar numa pedra preciosa e rara!!! O tempo passa a correr... qualquer dia já fala e anda e depois é que vão ser elas, mana não vais ter descanso!!! Mas como tu dizes e eu acredito em Ti, tudo isso é recompensado, como dizias no outro dia "foi a melhor coisa que me aconteceu".
Sou uma tia babada...., imagino que quando fôr mãe vá ser a maior galinha de todos os tempos!!! Mana já sabes que te adoro!!!!! Muitos beijinhos para ti e para a Mariana
Magali
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veio a chuvinha, sabe tão bem ouvi-la e até mesmo senti-la..., mais do que em qualquer outra ocasião! Noutra altura era capaz de pensar, está a chover, vou ter de vestir gabardine, calçar botas e andar de chapéu, que chatice!!! Às vezes é preciso sentir falta, para darmos o devido valor a coisas tão essenciais como a água. Espero que chova e que chova bem!!!!
muitos beijinhos:)
magali
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Poesia
"O mundo é uma selva...
É natural que te apeteça chorar
mas se o soluço te abafar a garganta,
endireita as costas, levanta o queixo e sorri,
ri mesmo, abertamente
frente ao que te considera humilhado
pois o humilhante é humilhar-se os humildes.
É natural que te sintas só
e te percas na imensidão da tua própria solidão
mas quando a solidão fizer eco na tua vida
e te sentires desesperadamente só,
abraça o ar que te rodeia,
respira profundamente e lembra-te
que a vida é um desafio a longo prazo,
é um poema de herois
não de vencidos.
Tu homem, tu mulher
nasceram para vencer.
É natural que morras lentamente
quando sentes o passado passar-te pelos dedos
como nuvens sopradas pelos ventos.
É natural que as lágrimas
queiram rebentar dos teus olhos,
e os joelhos queiram dobrar
ao peso dos passos parados
de quem não sabe por onde andar.
É natural que te sintas confundido nos dias
É natural que odeies o mundo que te rodeia
É natural que as pessoas para ti
tenham aspecto de estátuas,
drogadas, autómatos, assassinos, ninguéns.
Nenhuma pessoa é ninguém!
Nem tu és o mundo!
O que é o mundo?
Além de tudo é a força dos gigantes
a espezinhar os fracos
fracos amordaçados com a verdade a espirrar pelos poros
porque a boca fica muda
falta de força, não da verdade
mas a força que torna fortes os fracos.
Assim começa a luta desigual nesta selva da vida
Na selva só sobrevivem os fortes!
Se te apetece chorar, ri
ri, não compulsivamente, mas com serenidade.
Se te apetecer quedar-te estático a um canto
sem forças para reagir, levanta-te e prepara-te para agir
mesmo que não saibas como
Estático é que não!
Os cemitérios é que estão povoados
de estátuas adormecidas
nos luares das noites frias.
Não deixes os outros sentir
a extensão da tua pobreza,
não lhes mostres a simplicidade dos teus trajes,
nem sequer as tuas ânsias secretas
não lhes mostres a tua sede
nem a tua fome, nem o teu abandono.
Tu, na selva para sobreviveres
só tens de lhe mostrar a força,
não de armas,
força dos fortes.
Dignidade com brilho no olhar.
Se te apetecer chorar, ri!
Se te apetecer fugir, fica!
Se te apetecer acabar, vive!
Se te apetecer comer, espalha as únicas migalhas
do teu pão pelos pássaros!
Se os teus pés estiverem feridos, dança!
Se estiveres desesperadamente só olha ao teu lado.
Há algo vivo à tua espera!
nunca espalhes o teu sangue
a tua dor, o teu suor, a tua vida, sem luta.
Na vida só sobrevivem os fortes
Se és fraco terás de deixar de O ser!"
Maria Elvira Bento
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Nunca pensei tão a sério na hipótese de ir para o estrangeiro, talvez para outro país europeu mais organizado, eu e muitos jovens sentimo-nos descontentes, infelizmente no nosso país a ajuda aos jovens em inicio de vida é pouca, desde a falta de emprego, ao preço das casas, ter filhos hoje em dia é uma aventura! Os ordenados são baixos para os preços de todas as coisas... Andam uns a contar tostões para que outros possam viver à grande e à francesa! É triste saber que o país no qual vivo é conhecido como o "país das bananas"! Todos os dias, nos meios de comunicação somos invadidos por casos de corrupção um pouco por todo o lado, no desenvolvimento da notícia constatamos que os corruptos continuam impunemente a fazer o que sempre fazem, não há penalizações por isso a corrupção repete-se! O problema do desemprego, onde ínumeras fábricas fecham ou são deslocalizadas para outros países e deixam desempregados tanta gente considerada "fora de validade" para continuar a trabalhar, onde os licenciados tiram cursos onde investem dinheiro e tempo e não é por isso que tem emprego! Semanalmente o aumento do preço do petróleo que faz aumentar o preço dos combustiveis e por consequência de todos os produtos, qualquer dia vivemos do ar!!! O problema de todos os anos, os incêndios, que na maioria são de origem criminosa e onde mais uma vez não existem penalizações para quem os pôe! Em Portugal toda a santa gente pode fazer o que lhe dá na telha, é como cada um quiser, a anarquia total! O que esperamos é alguma disciplina para não andarmos à deriva.
Apesar dos muitos problemas do nosso país ainda tenho esperança e cá no fundo não posso deixar de pensar que posso vir a contribuir para a mudança!!! É isso que me vai incentivando...
Magali
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O meu avô materno era um homem como hoje em dia há poucos... extremamente cavalheiro com todas as mulheres, era um homem à antiga, usava chapéu de abas que tirava às senhoras quando andava na rua, coisas que hoje em dia só se vê nos filmes!! Falava com toda a gente, era extremamente educado! No dia da mulher costumava dar-nos uma florzinha... Era com enorme prazer que passeavamos por V.F.X. na sua companhia, nós tinhamos imenso orgulho nele, e ele orgulho das suas netinhas..., era um avô literalmente babado, costumava ir entre nós e dizer-nos com uma voz carinhosa, "os meus pãezinhos"! Quantas vezes íamos ver onde é que andava enquanto a minha avó esperava com o almoço à mesa..., encontrávamo-lo muitas vezes no jardim da Avenida a ler o Jornal completamente absorvido ou embrulhado em tarefas no colégio! Cumprir horários era complicado..., cada vez que ía apanhar algum transporte, a minha avó apanhava imensas ralações, chegava sempre em cima da hora e muitas vezes tinha de pedir para o comboio esperar! Tinha esse defeito, era muito distraído mas isso era compensado pelas suas muitas qualidades!
A última recordação que tenho dele, foi quando lhe disse que tinha tinha passado no exame de código, estávamos na paragem à espera do expresso para Évora, ficou muito contente... lembro-me como se isso tivesse acontecido ontem... tenho imensas saudades tuas avôzinho!!!
Magali
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É sempre uma coisa que me dá imensa satisfação, regressar ao Alentejo, essa região onde vivi durante sete anos da minha vida, é como apanhar uma lufada de ar fresco!!!! Ainda me lembro de quando fui pela primeira vez para a bela cidade de Évora, estava muito triste de deixar a minha cidade, a minha família, o pé, a mana, ia mesmo com a lágrima ao cantinho do olho pela incerteza do que ia encontrar, pessoas desconhecidas, uma cidade diferente, o ter de viver sozinha e partilhar casa com outras pessoas que podiam ser completamente diferentes... Hoje em dia penso ainda bem que fui, conheci uma cidade linda cheia de cantinhos e recantos que hoje conheço bem, fiz amigos e amigas, pessoas extraordinárias sem os quais hoje era difícil de sobreviver, cresci e aprendi a ver as coisas de outra forma... Foi uma bela etapa da vida da qual restam muitas recordações e felizmente alguns BONS amigos!!! A todos eles quero dizer, ADORO-VOS!!! Muitos Beijihos!!!! Magali
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Hoje fomos novamente surpreendidos por mais um ataque terrorista na Europa, desta vez em Londres. Infelizmente, é a única maneira de chamar a atenção das superpotências, recorrer a estes ataques que fazem um sem número de vítimas, que nada têm a dizer sobre estes problemas político/económico/estratégico mundiais. É tudo uma questão de ver quem tem mais poder, quem comanda tudo, é o negócio do petróleo, o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro.. e a ganância de mais dinheiro!! Quando é que temos um planeta mais justo, sim porque quando acabar o petróleo haverá sempre outros recursos naturais passíveis de disputar... E quem é o culpado de tudo isto??? É o Homem, na sua pior faceta, no seu egoísmo, na sua falta de humanismo, na sua sede de PODER!!
Magali
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Os meus avós maternos tinham um colégio, onde havia aulas até à antiga quarta classe. Eu e a mana íamos muitas vezes para lá nas férias escolares da páscoa e também chegámos a ir nas férias grandes. Nessa altura não havia aulas mas os pais deixavam lá os miúdos para passar o dia. Eu e a mana eramos mais velhas do que a maioria dos miudos e para todos os efeitos netas dos donos e quando havia zaragata lá diziam eles: “Vou chamar a neta do senhor Ferreira”. O meu avô era um homem muito respeitado pelos miúdos, talvez por ser um pouco severo, ao mesmo tempo era um homem extremamente bondoso para as crianças, estava sempre a tentar dar-lhes tudo o que achava importante, no fundo talvez os tratasse como se fossem seus netos. Na altura do Natal comprava imensos brinquedos novos para a infantil, os habituais carros para os meninos e bonecas para as meninas, passando por jogos, livros, material para as actividades didáticas, um vez comprou uns colchões todos coloridos que se encaixavam uns nos outros e faziam várias formas, comprava instrumentos para a sala de música, enfim...uma quantidade de coisas. Ao fim de semana eu e a mana pasávamos muitas horas no colégio, nessa altura podíamos desfrutar de tudo o que o avô comprava, era tudo só para nós! Passávamos horas na infantil com os brinquedos, no ginásio, onde andávamos nas argolas a fazer cambalhotas, no pneu onde nos enfiávamos e depois baloiçávamos, na trave, no espaldar ou no parque infantil onde havia os célebres baloiços, o escorrega, as argolas cujo o objectivo era passar por entre as argolas desde lá de cima até ao chão, havia também uma rede esburacada até ao tecto que dava para trepar, umas traves onde dávamos cambalhotas. Íamos muitas vezes para as salas de aula fazer desenhos no quadro e brincar às professoas e aos alunos, uma fazia de professora e outra de aluna. Mas uma das coisas que eu mais gostava era do piano na sala de música, apesar de nunca ter aprendido a tocar. Não havia vez, que eu fosse ao colégio e não corresse para o piano..., dava-me imenso prazer estar ali a tocar umas notas. O meu avô passava muito tempo no escritório que ficava mesmo em fente à sala de música e gostava muito de me ouvir, dizia que eu tinha jeito! Tenho muita pena de nunca ter aprendido a tocar...
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